Meditação, anatomia cerebral e controle das emoções

Prática milenar comum nas religiões orientais, a meditação é cada vez mais estudada por neurocientistas.

Algumas pesquisas já comprovaram que ela pode diminuir a ansiedade e o limiar da dor, agora estudiosos da Universidade da Califórnia em Los Angeles descobriram seus efeitos benéficos na anatomia cerebral.

Em voluntários que tinham o hábito de meditar entre dez e 90 minutos por dia há pelo menos quatro anos, observou-se que áreas como o hipocampo, o córtex orbito-frontal, o tálamo e o giro temporal inferior (todas associadas à regulação das emoções) eram maiores do que nos participantes do grupo-controle. Imagens obtidas por ressonância magnética funcional indicaram que esse volume maior se deve a uma maior quantidade de substância cinzenta, onde se concentram os corpos celulares dos neurônios (origem dos impulsos nervosos), diferentemente da substância branca, em que predominam axônios (os prolongamentos por onde viajam os impulsos até encontrarem outro neurônio). Segundo os autores do estudo, publicado na revista NeuroImag esses resultados parecem explicar a capacidade extraordinária dos adeptos da meditação em controlar suas emoções e a responder melhor aos estímulos estressores do dia-a-dia.

Fonte: Revista Mente & Cérebro Notícias (Maio 2009)

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