Importância da Empatia


Ser capaz de sintonizar-se cognitiva e emocionalmente com os outros é o princípio básico da empatia. Utilizando a atenção e a habilidade de perceber dados sutis das outras pessoas, identificamos com mais facilidade o que estão sentindo e pensando, o que não significa concordância, mas sim entendimento e acolhimento.
Carl Rogers define a empatia como:

“Sentir o mundo mais íntimo de valores pessoais do paciente, como se fossem seus, porém nunca perder a qualidade do como se, é empatia. Sentir sua confusão, sua timidez, sua ira e seu sentimento de ser tratado injustamente como se fossem seus, sem que o próprio medo ou suspeita se confundam com os dele, esta  é a condição que procuro descrever e que considero essencial para estabelecer um relacionamento produtivo”.
Abrir mão de idéias pré-concebidas promove território neutro para conhecer o outro como ele se mostra para nós naquele momento. É a partir da empatia que criamos pontes com outras pessoas. Por isso, ter empatia é parte vital da comunicação. Inclui ouvir e se colocar no lugar do outro.  Em conversas não empáticas, o conteúdo se aproxima mais para alternância de discurso do que para um diálogo. Por isso, a empatia fortalece as relações e é elemento fundamental no repertório das habilidades sociais.
Assim como as virtudes, a empatia inclui ouvir o outro e compreender o sofrimento dele, por isso costuma ser vinculada a comportamentos pró-sociais como o altruísmo, mas diria que a empatia vai além destes comportamentos. Ser empático é acolher o que o nos é trazido e promover relações equilibradas.
Como outras profissões, a psicologia se fundamenta na empatia e ser psicólogo é uma dádiva. Podemos acolher quem nos procura no que ele possui de mais sagrado: seus medos, seus anseios, suas alegrias, seus prazeres e suas preocupações.  É um presente se vincular às pessoas e abrir portas para possibilidades, encontros e significados que não eram pensados outrora. Ser psicólogo é acompanhar a realização de sonhos que costumam ficar escondidos, seja tratar uma velha ferida ou concretizar um remoto desejo. Somos testemunhas silenciosas das reflexões mais diversas. Melhor ainda perceber que nesse processo de ouvir sem julgar, vigio a minha porção frágil de ser humana e assim cresço diariamente.

2 comentários:

Natália Guimarães disse...

Que definição bela e tocante do que é ser um psicólogo ou uma psicóloga. Realmente me emocionei. Faço terapia há aproximadamente um ano, e foi a melhor decisão que tomei por mim em toda a minha vida. Ao ler o seu texto, imaginei se a minha terapeuta se sente assim ao observar as tantas coisas em que eu melhorei, os problemas que superei. Espero que sim. Ainda tenho muitas coisas a transformar em mim nessa difícil jornada de se ser apesar do que se é, e espero poder sempre contar com a ajuda dessa classe profissional tão sensível, humana, e tão NECESSÁRIA, especialmente nesse tempo de angústias e cobranças em que vivemos. Muito obrigada por compartilhar esse artigo, Vivyane, pois ele ilumunou o meu dia!
Abraços.

Vivyanne Farias disse...

Olá, Natália,
Ser terapeuta é um desafio e também uma honra, pois temos o privilégio de acompanhar a vida das pessoas.
Obrigada pelo comentário gentil e delicado.
bjoooo